Polícia alerta para risco criminal em grupos que divulgam blitz em Leme, SP

Blitz têm como objetivo retirar das ruas motoristas embriagados, sem CNH ou veículos irregulares. Quando as operações são divulgadas, a eficácia da fiscalização é reduzida.

Avisar sobre blitz policiais em grupos de WhatsApp e redes sociais pode configurar crime no Brasil, segundo especialistas em direito penal. A prática pode ser enquadrada no artigo 265 do Código Penal, que trata do atentado contra a segurança ou funcionamento de serviço de utilidade pública, com pena de 1 a 5 anos de reclusão.

Em Leme (SP), o grupo “Comando e Radares”, com mais de 500 membros, é usado para compartilhar informações sobre blitz, radares e fiscalizações. Autoridades alertam que esse tipo de divulgação prejudica ações policiais, compromete a segurança pública e facilita a fuga de criminosos.

Blitz têm como objetivo retirar das ruas motoristas embriagados, sem CNH ou veículos irregulares. Quando as operações são divulgadas, a eficácia da fiscalização é reduzida.
Há debate jurídico sobre a aplicação da lei, especialmente quanto à comprovação de intenção criminosa.

Mesmo assim, órgãos de segurança afirmam que administradores e participantes podem ser responsabilizados. A orientação é evitar o compartilhamento dessas informações, que colocam vidas em risco e enfraquecem o combate à criminalidade no trânsito.