O Leme News revelou que o sistema da Zona Azul estaria cobrando automaticamente, sem respeitar os 10 minutos de tolerância, inclusive em paradas rápidas e sem abordagem de agentes, o que reforça a sensação de uma “indústria da multa” na cidade.
A cobrança da Zona Azul em Leme (SP), virou alvo de fortes críticas e denúncias de moradores que se sentem lesados. Na sessão da Câmara Municipal do dia 8 de agosto de 2025, a vereadora Andrea Navarro Mondin protocolou o Requerimento nº 2025 exigindo que a Prefeitura e a empresa responsável expliquem o que está acontecendo.
Segundo inúmeros motoristas, não há qualquer aviso ou advertência antes da cobrança, transformando diretamente pequenas irregularidades em multas salgadas. Para muitos, trata-se de um verdadeiro caça-níquel oficializado, que pune sem sequer dar a chance de regularizar a situação.
Uma reportagem do portal Leme News, publicada em 7 de agosto, aponta que o sistema passou a operar de forma automática, ignorando o período de tolerância de 10 minutos. Motoristas relatam que a cobrança é feita até mesmo em paradas rápidas e sem abordagem de agentes, alimentando a percepção de que se instalou na cidade uma “indústria da multa”.
No requerimento, Andrea cobra respostas diretas:
Como a empresa está notificando os motoristas – ou não está?
Existe verificação humana antes da cobrança automática?
Quais ações a Prefeitura vai adotar para acabar com as cobranças indevidas?
É verdade que deixaram de enviar qualquer tipo de notificação, seja em papel, SMS ou aplicativo?
A vereadora afirma que é urgente restabelecer a transparência e proteger o cidadão de práticas abusivas. “Não podemos permitir que um serviço público seja usado para extorquir o bolso do contribuinte”, declarou.
O documento agora aguarda resposta do Executivo e do setor competente. Enquanto isso, a indignação cresce nas ruas.



