Na ocasião, a prefeitura efetuou o pagamento após receber um e-mail fraudulento solicitando a alteração dos dados bancários da empresa responsável pelo vale-alimentação dos servidores, a Le Card.
Um ano após o golpe que resultou na transferência indevida de R$ 2,181 milhões, o caso envolvendo a Prefeitura de Pirassununga (SP) segue sob sigilo judicial. O crime ocorreu em 12 de fevereiro de 2025, mas só veio a público semanas depois.
Nesta segunda-feira (23), o município informou que há valores bloqueados de suspeitos de participação na fraude e que as investigações continuam.
Como ocorreu o golpe
Na ocasião, a prefeitura efetuou o pagamento após receber um e-mail fraudulento solicitando a alteração dos dados bancários da empresa responsável pelo vale-alimentação dos servidores, a Le Card.
Embora a empresa tenha alertado o setor de Recursos Humanos sobre a possibilidade de golpe, a informação não foi repassada à Contabilidade, e a transferência acabou sendo realizada para a conta dos criminosos.
Segundo informou na época ao g1 o diretor-financeiro da Le Card, Gervando Thompson, a contabilidade municipal chegou a questionar o RH sobre a mudança. O setor, por sua vez, entrou em contato com a empresa, que confirmou se tratar de fraude. No entanto, o alerta não foi comunicado à Tesouraria.
Em nota, a prefeitura afirmou que “a comunicação do alerta de possível golpe envolvendo a utilização indevida do nome da empresa não foi visualizada pela Tesouraria”.
Pagamento regular e impacto aos servidores
Após identificar o erro, o município realizou a transferência correta à Le Card no dia 17 de fevereiro, conforme dados do Portal da Transparência. A administração não detalhou qual manobra orçamentária foi adotada para garantir o crédito.
O presidente do Sindicato dos Servidores de Pirassununga, Éder Ricardo Pereira da Cruz, afirmou que, apesar do ocorrido, os funcionários tiveram atraso de cerca de seis horas no recebimento do vale-alimentação.
Investigação
A Le Card informou que denunciou o caso ao Banco Central e colaborou com as investigações. À época, o Banco Rendimento esclareceu que a empresa não possui conta ou relacionamento com a instituição, destacando que a Le Card mantém conta digital na 7Trust Finance, responsável pela contratação do banco para liquidação das transações. O processo segue sob segredo de Justiça.



