Juiz rejeitou os pedidos de liberdade e argumentou que a gravidade do crime impede a soltura dos réus. Julgamento foi marcado para 17 de setembro, às 12h30.
A Justiça de Limeira (SP) manteve a prisão dos réus envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante prática de rope jump. A jovem de 21 anos foi arremessada de uma ponte sem o uso de cordas de segurança em 13 de junho deste ano.
A decisão desta quarta-feira (12) é do juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal da cidade, que manteve a denúncia por homicídio qualificado e marcou a primeira audiência de instrução e julgamento para 17 de setembro de 2026, às 12h30.
Quatro pessoas são rés: Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff, instrutores que arremessaram a vítima.
O juiz ainda lembrou que pedidos de habeas corpus de Maicon, Luiz Felipe e Evelyne já tinham sido rejeitados por instâncias superiores. As defesas haviam argumentado que os réus são primários, têm residência fixa, trabalho e filhos menores. Segundo a decisão, a gravidade do crime pesa contra a concessão de liberdade.
A decisão também destacou a conduta do grupo após o ocorrido e apontou risco para a investigação e para a ordem pública, já que os réus tentaram esconder provas ao apagar o vídeo do salto e eliminar rastros da atividade nas redes sociais.
A decisão ainda citou “extrema indiferença à vida humana” e omissão de medidas de segurança, enquanto interesses econômicos seriam priorizados com a venda de práticas de rope jump pelo grupo, que não tinha empresa formalmente constituída e mantinha uma agenda pública de novos eventos.
O juiz entendeu que medidas alternativas de prisão (como o uso de tornozeleira eletrônica) não seriam suficientes para impedir a continuidade das atividades do grupo. O juiz também negou a absolvição sumária dos réus, que foi solicitada pelas defesas. Segundo o juiz, não há motivo para encerrar o processo antes do julgamento e é necessário aprofundar a produção de provas para esclarecer os fatos.
Investigação financeira
Na mesma decisão, a Justiça autorizou o avanço da investigação sobre o dinheiro arrecadado pelo grupo. O juiz deu prazo de 10 dias para que as instituições financeiras enviem informações ao tribunal.



