Júri popular de padrasto que tentou matar enteado mobilizará 11 testemunhas em Leme, SP

A criança foi encontrada por uma mulher que passava pelo local e encaminhada à Santa Casa com quadro de hipotermia. À polícia, o menino afirmou que o atual companheiro da mãe — a quem também chamava de pai — o havia jogado na água.

A Justiça de Leme (SP) confirmou para o dia 25 de novembro de 2025, no Fórum da cidade, a realização do júri popular de Mateus Tiago Fernandes, acusado de tentar matar o enteado Enrico, então com 5 anos, em março de 2024. O caso ganhou grande repercussão na mídia e causou forte comoção entre os moradores.

O júri será conduzido pela juíza Dra. Luisa Lemos Debastiani. A expectativa é de que a sessão tenha longa duração, já que 11 testemunhas deverão ser ouvidas durante a audiência. Nossa reportagem acompanhará todos os desdobramentos do julgamento.


Relembre o caso

Em 6 de março de 2024, um homem de 24 anos foi preso em flagrante por ter jogado o enteado, de apenas 5 anos, no córrego Ribeirão do Meio, próximo ao bairro Itamarati, em Leme.

A criança foi encontrada por uma mulher que passava pelo local e encaminhada à Santa Casa com quadro de hipotermia. À polícia, o menino afirmou que o atual companheiro da mãe — a quem também chamava de pai — o havia jogado na água.

Desaparecimento e buscas

Segundo a avó paterna, as buscas começaram ainda na madrugada. O suspeito disse ter levantado para ir ao banheiro e notou que o menino não estava na cama.
Naquele momento, a mãe da criança encontrava-se no hospital acompanhando a filha mais nova, uma bebê de nove meses internada com infecção intestinal.

Após ser encontrado, o menino relatou novamente que o padrasto o havia jogado no córrego. As polícias Civil e Militar iniciaram buscas pelo suspeito, que tentou fugir, mas foi localizado e preso em flagrante. Como estava ferido, também recebeu atendimento no hospital, permanecendo internado sob escolta.

A Polícia Civil segue investigando a motivação do crime.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o avô da criança informou que os pedais do carro usado pelo padrasto estavam sujos de barro no dia do desaparecimento. Ele também relatou que o menino já havia dito que sofria agressões físicas, embora nunca tenha sido registrado boletim de ocorrência.