Filas, agendas fechadas e falta de atendimento escancaram crise na saúde pública de Leme, SP

A situação afeta diretamente quem mais depende do SUS, como idosos, pessoas doentes e trabalhadores que precisam faltar ao serviço para tentar atendimento. O desgaste físico e emocional tem gerado revolta e sensação de abandono.

A saúde pública de Leme enfrenta um cenário de colapso. Moradores relatam longas filas no Centro Médico Integrado (CMI), agendas fechadas e a frustração de voltar para casa sem conseguir atendimento médico básico.

Na segunda-feira, 2 de fevereiro, pacientes começaram a chegar ao CMI ainda de madrugada, por volta das 5h, na esperança de garantir consultas. Entre eles estavam idosos, trabalhadores e pessoas com problemas de saúde. Apesar da espera de horas, muitos receberam a mesma resposta: não há vagas nem previsão de abertura de agenda.

Relatos apontam que consultas com especialistas chegam a levar meses para serem agendadas. Também são frequentes as reclamações sobre a falta de atendimento telefônico nas unidades, o que obriga principalmente idosos a se deslocarem até o local apenas para buscar informações.

A situação afeta diretamente quem mais depende do SUS, como idosos, pessoas doentes e trabalhadores que precisam faltar ao serviço para tentar atendimento. O desgaste físico e emocional tem gerado revolta e sensação de abandono.

Enquanto isso, moradores questionam a gestão da saúde no município e cobram mais investimentos, planejamento e prioridade por parte do Poder Executivo. Para a população, o contraste entre a dificuldade enfrentada no dia a dia e a condução administrativa da cidade tem aumentado a insatisfação.

A crise no CMI reflete problemas mais amplos da saúde pública municipal, marcados por falta de médicos, exames e estrutura adequada, deixando a população no limite.