Ele era o último integrante foragido de uma quadrilha especializada em roubos de motos de alta cilindrada. Seus dois comparsas já haviam sido presos em uma operação anterior, depois que o trio assaltou um GCM “à paisana” na porta de um condomínio.
Depois de dar uma de “Homem-Aranha” e escapar por telhados em Limeira (SP), o criminoso de 23 anos — mais conhecido no mundo do crime como “Gato Branco” — finalmente caiu. Mas caiu bonito. A informação foi divulgada pelo repórter policial, Antonio Naressi.
A prisão foi resultado de uma investigação meticulosa da Polícia Civil de Limeira, que contou com o comando direto do delegado seccional, Dr. Antônio Luís Tuckumantel, que não ficou só na sala com ar-condicionado, não: ele vestiu a camisa (literalmente) e liderou pessoalmente os setores de inteligência da corporação, que deram um verdadeiro baile nos bandidos.
Caçada digna de filme policial
“Gato Branco” era o último integrante foragido de uma quadrilha especializada em roubos de motos de alta cilindrada. Seus dois comparsas já haviam sido presos em uma operação anterior, depois que o trio assaltou um GCM “à paisana” na porta de um condomínio. Câmeras flagraram o momento em que o grupo, armado, abordou o guarda e levou sua motocicleta.
Na ocasião, Gato Branco deu no pé, ou melhor, deu no telhado — e escapou pulando de casa em casa no bairro Ernesto Kühl, em Limeira. Desde então, estava sendo procurado.
Operação “Least One”: o último da lista
Nesta quinta-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a Operação Least One (algo como “O Último da Lista”) para fechar o cerco de vez. Os investigadores descobriram que o fugitivo estava escondido em Jaboticabal (SP), tentando levar uma vida tranquila longe dos holofotes — mas a polícia estava um passo à frente.
Com mandado de busca e apreensão em mãos, os agentes foram até o novo endereço. Lá, encontraram o tal “Gato” já sem sete vidas, sem escapatória e com o celular em mãos, que também foi apreendido e pode revelar mais informações sobre as ações do grupo.
De Jaboticabal direto pra DIG
Após a prisão, o criminoso foi levado para a sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira. Agora, ele vai trocar o conforto do esconderijo pelo uniforme padrão e ficar à disposição da Justiça.
A operação reforça que o trabalho da Polícia Civil não é só eficaz, mas também persistente. E quando o “gato” foge pelo telhado, sempre tem um investigador no encalço esperando ele cair.


