Conheça Carlos Daniel Siqueira Amancio, profissional que transformou a rotina pesada da limpeza urbana em show de dança e bom humor na cidade.
O coletor de lixo Carlos Daniel Siqueira Amancio adotou uma estratégia incomum para enfrentar as madrugadas geladas de Leme (SP): virar o super-herói Homem-Aranha.
Com uma caixinha de som e muita disposição, o gari transformou a rotina pesada da limpeza urbana da cidade, que começa antes das 5h sob temperaturas na casa dos 8°C, em um show de dança e bom humor.
No vestiário da empresa de coleta, Carlos deixa os casacos e veste o uniforme azul e vermelho. “É pra dar uma energia, né? Tem que ser herói pra enfrentar o dia a dia. Porque não é fácil. E ainda mais esse frio. Então tem que se vestir e colocar uma fantasia para dar uma descontraída no clima”, explicou.
Café para aquecer e pique de super-herói
O expediente começou oficialmente com os caminhões perfilados ainda no escuro. Para driblar o vento antes do sol nascer, a equipe adotou uma tática imediata. “Esse cafezinho aqui já dá uma despertada, né? Já dá uma aquecida no peito, como diz, e já dá aquele gás pra começar o dia daquele jeito”, contou Carlos.
Com a caixinha de som, Carlos transformou o asfalto em palco, contagiando colegas e moradores. “Aqui é alegria lá em cima, autoestima, dança, música. Os parceiros acompanham aí, vão aprendendo no dia a dia”.
Carinho do público e apoio familiar
O carinho dos moradores da rota tornou-se o principal combustível para o profissional. Uma das residentes fez questão de elogiar a postura do trabalhador: “Espero sempre ele aqui. [Ele é] meu amigo, meu tudo, né? Adoro ele”, disse a cuidadora de idosos Rosimeire Aparecida Bueno.
A gentileza foi retribuída por Carlos, que destacou seu lema de vida. “É isso que nos incentiva, nos traz um bom humor todos os dias aí pra trabalhar alegre”.
A performance nas ruas também abastece as redes sociais do coletor, que conta com um apoio de um tio nos bastidores. “Tem sete anos que a gente já tá aí nessa luta aí, certo? E então aí, enfrentando. Não tem outro jeito. Tem que colocar o sorriso no rosto, energia lá em cima, botar o somzinho pra tocar”, disse.



