
De acordo com o boletim de ocorrência, um jogador profissional da equipe visitante relatou que, enquanto aguardava à beira do campo para entrar como substituto, torcedores presentes na arquibancada passaram a proferir comentários de cunho racista relacionados às características físicas e capilares do atleta.
Segundo o relato, um companheiro de equipe que estava no banco de reservas também ouviu as manifestações discriminatórias e comunicou o fato ao quarto árbitro da partida. Após ser informado, o árbitro principal interrompeu temporariamente o jogo e realizou o gesto protocolar utilizado para sinalizar ocorrência de racismo, cruzando os braços em forma de “X”.
Após a sinalização e as providências iniciais, a partida foi retomada.
A ocorrência foi comunicada posteriormente à Polícia Civil. Conforme o registro, não foi possível identificar o autor das ofensas, já que o estádio não possui sistema de monitoramento por câmeras que permita a verificação das arquibancadas.
O caso foi registrado com base na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

